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Convite para a crise? Não, obrigado...

Publicado por Maurício Louzada em Para o Trabalho · 26/7/2016 11:10:00
(Artigo originalmente escrito para o Programa Território Volkswagen)

Já faz algum tempo que estão me convidando para participar da crise. Eu ainda não aceitei. Sim, eu sei que o mercado está desaquecido. Sim, eu sei que o momento econômico não é dos melhores. Sim, eu sei que muitos consumidores estão reticentes em realizar seus sonhos.

Mas eu também sei que há pessoas comprando, também sei que mesmo frente à queda do PIB no ano passado e as projeções de queda deste ano, ainda movimentamos quase 6 trilhões de reais na economia, e eu quero minha parte deste enorme bolo. Também sei que se eu não vender para quem tem pelo menos uma pequena disposição para comprar, alguém vai vender no meu lugar. E por saber de tudo isso eu não aceitei participar da crise.

Não quero me concentrar nos 3,8% do PIB que perdemos. Como profissional de vendas, quero olhar para os outros 96,2% que produzimos porque neles estão os olhos brilhantes de quem está disposto a realizar sonhos.

Sabe? Descobri que há diversas formas de olhar uma mesma coisa e então resolvi que não vou entregar meu futuro para a visão que tira minha energia e me impede de dar meu melhor, e por um simples motivo: o futuro não espera por ninguém, ele está reservado para aqueles que estão dispostos a alcança-lo. Resolvi que não vou adiar meus projetos de vida por erros cometidos por outras pessoas, afinal eu vejo oportunidades onde meus concorrentes preferiram encontrar desculpas. Enquanto eles lamentam, eu prefiro tomar as rédeas da carruagem e fazer a diferença.

Claro que não vou fechar os olhos para a verdade e fingir que nada está acontecendo, mas é exatamente nestes momentos que me sinto motivado a provar para mim mesmo do quanto sou verdadeiramente capaz. Não quero ser um bom profissional somente em épocas de abundância – isso é fácil. Quero ser o melhor profissional agora, quando a situação não é a mais favorável. Aprendi isso com meu ídolo Ayrton Senna que sempre ganhava em dias de chuva. Embora um dia assim não seja o dia mais favorável para um piloto, é com pouca visibilidade e pista molhada que reconhecemos quem realmente é bom naquilo que faz.

As pessoas costumam dizer que Senna era muito bom na chuva. Desculpe, mas eu discordo. Senna não era muito bom na chuva, ele era muito bom SEMPRE! E é isso que permitia que ele se destacasse dos demais em dias de chuva. Ele buscava manter sua performance em qualquer situação, enquanto os outros se retraiam frente às adversidades. Ele não se contagiava com a crença negativa de que não era possível dar o seu melhor quando o clima não estava favorável.

Assim, cheguei à conclusão que a pior crise não é a que vemos em números expressos nos noticiários, mas sim a crise que se instala dentro de nós quando por exemplo, não trabalhamos bem nossa base de clientes e assim deixamos que eles acabem comprando na concorrência.

A pior crise está dentro de nós, quando levantamos desmotivados, pensando que o dia não será proveitoso, por que aí já estamos determinando o nosso fracasso antes de começar a tentar.

A pior crise está dentro de nós quando não percebemos que em tempos de recessão, temos que aumentar a frequência de contato com nossos clientes e que precisamos dar um atendimento ainda mais especial e com excelência para converter visitas em vendas.

A pior crise está no pensamento equivocado que insiste em dizer assim: “Estamos em crise, portanto preciso rever minha meta para baixo” quando na verdade deveria dizer: “Há uma crise lá fora. Preciso pensar o que eu tenho que mudar e onde devo atuar com mais intensidade para alcançar ou mesmo superar minhas metas”.

A pior crise está no gasto excessivo de energia nos lugares errados, em ações e distrações que não vão nos trazer resultados, afinal temos que ter eficiência máxima nestes momentos.

Não há dúvida: a pior crise é a que vem de dentro. Por isso, quando me convidam para entrar na crise, eu simplesmente não aceito e também não deixo que ela entre dentro de mim.

Quando, inúmeras vezes na semana eu recebo este convite, apenas me permito sorrir e pensar: “Não. Não vou entrar na crise porque meus sonhos não podem esperar. Vou agarrar todas as oportunidades e fazer bem feito aquilo que estou preparado para fazer.”

Permitida a reprodução, desde que citado o autor - Maurício Louzada.



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