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Tapa na cara

Publicado por Maurício Louzada em Parábolas Empresariais · 4/1/2015 15:58:00
Certa vez um sábio meditava em um campo, quando um homem se aproximou e sem nenhuma explicação desferiu um forte tapa em sua cara.

O sábio olhou com ternura para seu agressor e perguntou:

- E agora? O que você tem a dizer?

Sem esperar a reação do sábio, e sem saber exatamente o que fazer, o agressor, totalmente confuso, se retirou.

Os discípulos daquele sábio Mestre se aproximaram e, raivosos, perguntaram:

- Mestre... O que devemos fazer? Quer que o peguemos para dar uma surra? Talvez uma boa ideia seria humilhá-lo na frente de outas pessoas...

- Não - interveio o mestre - Ele não merece ser castigado porque ele não tinha nada a me dizer.

Os discípulos olharam com espanto. O Mestre então continuou:

- Quem agride alguém está querendo dizer algo ou não tem um motivo real para a agressão. Provavelmente ele me bateu porque tinha uma ideia errada concebida sobre a minha pessoa. Talvez suas crenças religiosas não sejam iguais às minhas, mas nem ele sabe explicar porque agiu de tal maneira. Peço que amanhã o busquem e digam que eu quero falar com ele.

No dia seguinte os discípulos chegaram com o agressor, que foi colocado ao lado do Mestre. Este o ofereceu chá e conversaram por meia hora enquanto os discípulos observavam à distância.

Em seguida os discípulos foram convidados a se sentarem com o Mestre e o agressor (ou amigo, como o Mestre preferia chamar agora), e animadamente todos riram e se divertiram com as histórias contadas.

No meio daquele bate-papo, um discípulo sussurrou ao ouvido do Mestre:

- Como o senhor consegue se sentar e tomar chá com alguém que lhe bateu na cara ainda ontem?

E o Mestre respondeu:

- Ele não bateu na minha cara... A pessoa a quem ele agrediu não era eu, era outro alguém: alguém que ele imaginava que eu fosse. Eu só precisei mostrar para ele que eu não era aquela pessoa por quem ele tinha raiva... E por outro lado, ele também não é a pessoa que desferiu aquele tapa ontem. Ele pediu desculpas, mudou... Somos duas pessoas novas, nos conhecendo pela primeira vez hoje.

"Nem sempre atrás das ações estão as intenções que imaginamos."



1 comentário
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Herbert Rodrigues
2015-02-05 00:24:49
Dar o rosto para bater não é para qualquer um... rsrsrs

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