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O princípio das Sementes

Publicado por Maurício Louzada em Para Você · 11/2/2012 17:23:00


"As pessoas de sucesso são as que mais falham".

 Foi com essa frase que iniciei a palestra, para o espanto do público que estava à minha frente. O evento era uma reunião de fechamento de ano. Antes da minha participação, a exposição do diretor geral deixava claros os resultados: a equipe não atingira as metas propostas para o ano. Meu desafio: fazer com todos saíssem motivados para os desafios do ano seguinte.

Frente aos olhos impacientes que exigiam explicação para a frase que iniciava minha palestra, retirei do bolso uma flor "dente-de-leão". Na minha infância minha avó assoprava essa planta, e as sementes se espalhavam pelo ar. Posicionei a flor frente aos lábios, e em um rápido sopro, aquela cena comum à minha infância se repetiu. Continuei a palestra:

"A natureza é sábia, e suas imutáveis leis se aplicam também no nosso dia-a-dia. Quantas sementes de uma planta como essa germinariam se estivessem em campo aberto? Muitas seriam levadas pelo vento e encontrariam a terra. Mas nem todas encontrariam as condições necessárias para germinar. Algumas encontrariam o solo pobre em nutrientes, outras não encontrariam a condição de luz ideal, algumas seriam depositadas sobre pedras ou cairiam na água. Outras encontrariam condições perfeitas para se tornarem novos "dentes-de-leão", mas talvez não caíssem na posição mais adequada, ou não teriam força para vencer a terra e se transformar em uma nova flor.

Entretanto, uma ou duas encontrariam as condições mais adequadas e teriam força e persistência para germinar e crescer. Estas duas dariam continuidade à espécie e produziriam outras flores com centenas de sementes, das quais apenas algumas germinariam.

A questão é: se a natureza desse apenas 2 ou 3 sementes para cada planta, quais seriam as reais chances desta espécie continuar existindo? O que garante a continuidade é a certeza de quem nem tudo vai dar certo, mas que as diversas tentativas, a persistência e o esforço trarão novas possibilidades. Se a natureza desistisse porque a maioria das sementes não germina, não estaríamos aqui.

Em outras palavras, somente quando entendemos que diversas ações são necessárias para atingirmos um objetivo, aprendemos a aceitar nossas falhas com mais naturalidade. Mas ao contrário do que acontece com as sementes, que não podem aprender com os resultados "negativos", nós podemos. Podemos analisar, descobrir onde erramos e o que podemos fazer para acertar mais das próximas vezes. Assim, aumentaremos nossa eficiência em busca de melhores resultados.

Neste momento também é importante aprendermos que as sementes passam por um longo período sob a terra, e ali, sem contato com a luz do sol, elas precisam contar somente com energia contida dentro de si mesmas para superar a força da terra e rompê-la. Só então dizemos que a planta nasceu."

Então alguém me interrompeu na plateia, com um sotaque nordestino:

- Sou gerente da nossa unidade de Recife. No nordeste esta planta é chamada de "Esperança". As pessoas costumam dizer: "Abra a janela e deixe a Esperança entrar em tua casa trazida pelo vento da tarde".

Meus olhos varreram a plateia, como que levados pelo vento. Ali eu vi esperanças renovadas, a percepção de que falhas não são exclusividades dos perdedores e a certeza de que a força que existe dentro de cada um de nós é essencial para fazermos germinar uma nova fase de sucesso.

(Permitida a reprodução, desde que citado o autor: Maurício Louzada)



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